Hoje eu refleti muito sobre o que está acontecendo em minha vida. Mas pensei muito, ao ponto de querer esquecer tudo o que me afeta sentimentalmente, psicologicamente, enfim, de todas as maneiras. Até então, o que eu iria esquecer são coisas que a maioria dos jovens pode esquecer: Um amor, problemas familiares, escola. Tudo isso são coisas que nós jovens conseguimos lidar, coisas que nos fazem ser forte. Mas resolvi tentar esquecer tudo o que há de velho em mim: Algumas roupas, fotos, cartas de amor. Sou um labirinto e também um poço de coisas velhas. Já não sei o que devo jogar fora ou se as guardo pra ver se ainda há reciclagem de tal sentimento ou coisa. O fato de eu querer esquecer certas coisas, não quer dizer que eu vá conseguir.
A gente não consegue se desfazer de certas coisas, pessoas, até que elas se vão, e te obrigam a aprender a conviver sem elas. Se vão, não deixam pistas, não deixam motivos, simplesmente somem. E é quando nos fazemos perguntas: “Será que vai voltar? Vai ter que ser assim mesmo?”. Só o que nos resta é aprender a viver sem o que faz falta, aprender a controlar os desejos, as vontades, os sentimentos. Então quando eu digo esquecer, não é porque eu quero, não é porque não faz falta, é porque não tenho mais motivo para não esquecer, e talvez eu nem esqueça.
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